Mesmo sediada no sudeste do Pará, a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás amplia seu raio de atuação e chega a Belém no mês de março com duas oficinas formativas voltadas à produção de eventos culturais. Marina Deeh estará à frente da oficina “Da Pré-produção ao Showtime” nos dias 9, 10 e 11; e Joelle Mesquita ensina “Como Tirar um Evento do Papel – Planejamento, Orçamento e Execução” nos dias 12 e 13 de março. As atividades ocorrem na Usina da Paz Guamá, e buscam qualificar profissionais e interessados em atuar no mercado da economia criativa.
A iniciativa integra o compromisso do Instituto Cultural Vale (ICV) de fortalecer redes de cultura e democratizar o acesso à arte e à cultura em todo o estado. Com propostas práticas e foco na profissionalização, as formações abordam desde o planejamento inicial até a execução de eventos, incluindo organização de processos, orçamento, logística, gestão de equipes e acordos técnicos e artísticos.
Segundo a diretora da Casa, Gabriela Sobral Feitosa, a presença na capital responde a uma estratégia de conexão territorial. “Assim como os demais equipamentos do Instituto Cultural Vale no Espírito Santo, Minas Gerais e Maranhão, a Casa da Cultura tem o compromisso com o desenvolvimento sociocultural em todo o território do Pará”, afirma.
Para ela, ampliar o acesso passa necessariamente pela circulação. “Mesmo estando no sudeste do estado, entendemos que o acesso à arte e à cultura está ligado à formação de redes e à ampliação do raio de atuação do próprio equipamento”, explica.
A escolha de Belém, segundo Gabriela, é estratégica. “A capital tem um grande fluxo de festivais, grandes eventos e festivais de música ao longo do ano. Existe um calendário esperado e um mercado profissional ativo”, diz.
Nesse contexto, a diretora avalia que as oficinas contribuem diretamente para a profissionalização do setor. “Acreditamos que trazer dois nomes importantes da cena cultural para Belém é proporcionar qualificação em um mercado da economia criativa que gera renda e emprego e cuja demanda é cada vez mais constante”, pontua.
Gabriela também destaca o papel estruturante da Casa da Cultura em Canaã dos Carajás. “A Casa mantém uma programação fixa todos os meses, com atividades gratuitas para toda a população, além de uma escola de arte e cultura com cerca de 600 matrículas ativas em música, dança e teatro”, ressalta.
A expectativa é que o movimento fortaleça circuitos culturais em todo o estado. “Nossa intenção é que essa rede ajude a fortalecer os circuitos e que a circulação cultural seja cada vez mais plural”, conclui.